Kit saudade

2 de novembro, dia de finados. Milhares, centenas de milhares de pessoas indo ao cemitério do Caju, o maior do Rio de Janeiro. Debaixo daquele SOL implacável, no meio do fedor daquela avenida, debaixo dos viadutos gigantes que dão acesso à ponte Rio/Niterói, o barulho de ônibus que tem na zona portuária. Um milhão de pessoas visitando os cemitérios de toda a cidade, conforme previsto pela Reviver, administradora de sete cemitérios municipais. Missas são realizadas de hora em hora.

Na televisão, falaram da distribuição de um kit anti-saudade – um coração de borracha onde se lê: “Quando a saudade apertar, aperte aqui.” Deveria se chamar simplesmente “kit saudade”.